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Publicado em 25/06/2013 14:50:16 por DeLeon - Assessoria de imprensa da Paranagu Pilots | Tags: praticagem , navegao , acidente , encalhou , poluio

Navegao sem onda

"Setor de praticagem reuniu-se no Rio de Janeiro para discutir formas de mostrar sua importncia para a economia do Pas Em 15 de fevereiro de 1996, o navio-tanque Sea Empress encalhou na entrada do porto Milford Haven, no condado de Pembrokeshire, no Pas de Gales (Reino Unido da Gr-Bretanha)."

Navio Sea Empress encalhou na entrada do porto Milford Haven
O petroleiro estava em rota para uma refinaria da Texaco, navegava em guas rasas para o seu calado e no esperou a mar subir para continuar seu rumo. O choque com rochas do canal onde ficou aterrado rasgou seu casco. Ao longo de uma semana, vrios rebocadores arriscaram pux-lo para alto mar, mas cada tentativa provocava mais fendas no navio, que acabou derramando 72 mil toneladas de petrleo no mar. Durante os sete dias em que a embarcao ficou presa, nenhum navio conseguia entrar nem sair do porto. A poluio maculou o Parque Nacional da Costa de Pembrokeshire, importante reduto de animais selvagens da Europa, rea de conservao marinha e grande atrao turstica da regio. Os pescadores ficaram um bom tempo sem ter o que pescar e, depois de um ano, quando a limpeza da regio foi concluda ao custo de 60 milhes de libras esterlinas , no tinham para quem vender os peixes, pois ningum se aventurava a consumi-los. Se contabilizados os efeitos para o meio ambiente e para a economia locais, estima-se que a conta dobre para 120 milhes de libras esterlinas (isso 17 anos atrs). Depois de trs anos do acidente, a autoridade porturia de Milford Haven assumiu a responsabilidade pelo ocorrido e recebeu uma multa recorde para a poca de 4 milhes de libras esterlinas, alm de arcar com 825 mil de custas judiciais. O episdio foi narrado na tarde de 9 de maio de 2013 por John Pearn, vice-presidente da Associao de Prticos do Reino Unido (UKPA, na sigla em ingls), durante sua exposio no seminrio O servio de praticagem no Brasil e a experincia internacional, realizado no Rio de Janeiro pelo Conselho Nacional de Praticagem (Conapra). Segundo Pearn, depois do desastre com o Sea Empress, a Justia britnica elaborou um cdigo de segurana martima, determinou que armadores (donos dos navios) e autoridades porturias usassem prticos nas operaes de suas embarcaes, mas, como no transformou isso em obrigao, quase ningum segue suas orientaes. Os prticos so responsveis por orientar a execuo das manobras dos navios nos portos. Precisam ter profundos conhecimentos das correntes martimas, dos ventos, da tecnologia embarcada nesse meio de transporte e das condies batimtricas da regio (tcnica de medio de rea ocenica, lacustre ou fluvial submersa). De acordo com as entidades que os representam, desses profissionais a responsabilidade de zelar pela segurana e eficincia dos processos envolvidos na chegada e na sada dos navios dos portos. Eles fazem seu trabalho na cabine de comando do navio e no se subordinam ao comandante da embarcao. Essa independncia se baseia no princpio de que devem tomar suas decises imbudos de critrios tcnicos, a ponto de impedirem que o navio zarpe se julgarem que h risco na operao. Ao contrrio do Reino Unido, no Brasil a atividade obrigatria por lei, cada porto possui uma associao de prticos para exerc-la em regime de monoplio controlado, sob a fiscalizao da Marinha. No entanto, tanto aqui como na Europa, crescem as presses para desregulamentar a praticagem e torn-la uma atividade sujeita competio do mercado. A artilharia contra os prticos vem principalmente dos armadores, que consideram alto o preo a desembolsar pelo servio e querem ter controle sobre a atividade. Se o custo da praticagem alto, que falar dos prejuzos causados por acidentes como o do Sea Empress, em que ela no existe ou malfeita?, indagou Pearn. Segurana custa caro, sim, mas perguntem aos armadores se uma eventual reduo no valor da praticagem ser repassada ao usurio do transporte martimo de carga, duvidou Severino Almeida, presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar). A Praticagem do Estado de So Paulo vale-se de um estudo da consultoria martima Saraceni Energia & Logstica e da armadora francesa CMA-CGM para mostrar que o servio representa 0,07% do montante despendido pelos exportadores em suas vendas ao exterior. Por esses clculos, os custos logsticos internos para levar a carga at o porto totalizam R$ 3.422 por continer. O agenciamento e a movimentao da carga no porto tm valor mdio de R$ 550. O frete martimo para Houston (EUA) absorve R$ 12.367,10, tambm por continer, ao passo que o custo de movimentao do navio (entrada e sada do porto) seria de R$ 28 a praticagem, includa nesse valor, sai por R$ 12. O principal cliente da praticagem deve ser o interesse pblico, no o econmico, acredita Michael Watson, presidente da Associao Internacional de Prticos Martimos (Impa, na sigla em ingls). Promover a concorrncia entre os prticos atender somente aos interesses comerciais dos armadores, que nem sempre se coadunam com os da segurana martima, continua Watson. At nos Estados Unidos, templo da competio, a praticagem um monoplio controlado. Paul Kirchner, diretor executivo da Associao Americana de Prticos (APA, na sigla em ingls), refora: Nos EUA, a praticagem feita de maneira privada, mas tratada como servio pblico, pois os legisladores entendem que no deve ficar ao sabor das regras de mercado. Joseph Angelo, diretor para questes de regulao da Intertanko, a associao internacional que rene os armadores independentes, contou no evento do Conapra que vem trabalhando para buscar entendimento entre os seus representados e os da praticagem, em relao segurana da navegao, ainda que no haja consenso sobre vrios itens postos mesa para discusso. No queremos o menor preo, e sim o preo justo, afirmou.

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